RADIO JAMAICA BRASILEIRA

29/04/26

Edson Gomes: ícone do reggae brasileiro envolvido em confusão com Daniela Mercury tem carreira marcada por sucessos e polêmicas

 

Ícone do reggae resistência, o cantor se envolveu em uma discussão com Daniela Mercury após a artista acusá-lo de violência doméstica. Edson rebateu a acusação e disse que a colega tentou envergonhá-lo.

Envolvido em uma polêmica com Daniela Mercury, que o acusou de violência doméstica na terça-feira (28), o cantor e compositor Edson Gomes, de 70 anos, construiu uma carreira de mais cinco décadas denunciando em seus reggaes as desigualdades sociais, a violência policial e o racismo.


Visto por muitos como o principal nome do reggae no Brasil, Edson Gomes é natural de Cachoeira, no recôncavo baiano, e, apesar de ter lançado o primeiro disco, “Reggae Resistência”, em 1988, começou na música nos anos 1970, ainda na adolescência, participando de festivais e shows.

Influenciado por artistas como Tim Maia, Bob Marley e Jimmy Cliff, o músico desenvolveu um estilo próprio ao misturar o reggae com referências da cultura afro-brasileira. Ao longo da carreira, abordou temas como injustiça social, violência, fé e esperança.

Com letras sobre desigualdade e resistência, consagrou-se com canções como “Liberdade”, “Árvore”, “Sistema do Vampiro”, “Malandrinha”, “Samarina” e “Camelô” — algumas delas regravadas por artistas de diferentes gêneros musicais.

Confusão com Daniela Mercury

A acusação de Daniela Mercury foi feita na noite de terça (28), na cerimônia de entrega do "Troféu Armandinho e Irmãos Macedo". A cantora pediu que o colega trate a esposa com carinho e clamou para que a classe artística se una contra a violência contra a mulher, com atenção especial às mulheres negras.

"Edson, peço que você seja carinhoso com a sua esposa, porque a gente não aceita nenhuma violência contra a mulher".

Após a declaração, Edson Gomes, que também estava no evento, subiu no palco e cobrou que Daniela prove a acusação.

"Tentou me envergonhar na frente de todo mundo. Eu quero que ela prove. Quem é que eu espanco? 

Tentar me lacrar assim, me envergonhar, para quê?".

Posteriormente, ela se desculpou, concordando que não tinha como provar a acusação feita. Edson Gomes riu e ressaltou que também se preocupa com a causa.


Já nesta quarta (29), diante da repercussão do caso nas redes sociais, Daniela divulgou uma nota em que, mais uma vez, se desculpa e diz lamentar "que sua manifestação tenha gerado interpretação diferente da pretendida".

Histórico de polêmicas

Fora dos palcos, a carreira de Edson Gomes é marcada por declarações que geraram debates entre fãs e políticos. Em março deste ano, o g1 Pop & Arte reuniu falas em que o discurso atual do cantor se distancia das interpretações mais politizadas da sua obra. Veja abaixo.

'Nossos filhos são caçados pelos comunistas'

Em fevereiro, durante uma apresentação, Edson Gomes interrompeu o show para fazer um discurso convocando os pais a "reagirem" contra o que chamou de 'caça" aos filhos pelos comunistas.

"Agradecer aos pais e mães que trazem suas crianças para ouvir esse reggae. Aqui elas vão sair com algo positivo na mente, sem maconha, sem droga. Só a mensagem positiva para que, quando elas crescerem, tomem decisões melhores que as dos pais. Os nossos filhos são caçados pelos comunistas para que eles possam ser nada. Para que eles se tornem simplesmente uma presa. E nós precisamos reagir!".

Sindicalistas são 'canalhas'

A relação com os sindicatos também foi tema de um desabafo no podcast "Bahia Cast". A entrevista foi concedida em janeiro de 2022.

Na ocasião, Edson Gomes criticou o uso de sua obra sem o devido retorno profissional, chamando de "canalhas" os sindicalistas que utilizam suas músicas em protestos, mas não o contratam para shows.

"Minha música não tem bandeira. Não estou nem aí para sindicato, não estou nem aí para ninguém. Eles sempre usam a minha música e eu nunca fui protestar. Use! Muito obrigado por vocês estarem usando minha musica! Agora só que, seus canalhas, na hora de suas festas, vocês não me contratam".

'Minha música nunca esteve atrelada à política'

Apesar do forte conteúdo social de suas letras, Gomes defendeu que o artista não deve se envolver com política, tentando desvincular sua obra das interpretações partidárias que o acompanham há décadas.

"O músico não deveria nunca se envolver com política. Minha música não está atrelada à política. Nunca esteve e jamais estará. Não me peça para me posicionar politicamente porque a minha música não está atrelada a política nenhuma".

'Querem o povo recebendo Bolsa Família para fazer chantagem'

Em show recente, o artista também fez ressalvas aos programas sociais, associando o Bolsa Família à manutenção da pobreza para fins eleitorais. Para Gomes, o Bolsa Família serve de base para "chantagens políticas".

"Eles precisam de um povo necessitado para que eles façam as suas chantagens em seus palanques. Eles querem o povo recebendo Bolsa Família para que eles façam a chantagem, que o povo vai perder o benefício e com medo eles vão lá em massa votar neles".

'Estão nos distraindo'

Edson Gomes também questionou o Dia da Consciência Negra. Para o cantor, a data comemorativa funciona como uma forma de "distração" estratégica.

"E a Consciência Negra...eles nos querem assim, debatendo coisas que não vão levar a nada para ocupar o nosso tempo e nós acharmos que estamos lutando pela nossa liberdade. Na verdade, eles estão nos distraindo para que nós não nos lembremos do nosso dia a dia."

'Minha hipocrisia vai ser eterna'

Questionado, em entrevista, sobre as contradições apontadas por parte do público, o artista rebateu as críticas com um discurso de autenticidade.

"Minha música permanece até hoje porque é verdadeira. Muitos artistas vieram de baixo, mas sumiram porque foram induzidos a fazer 'determinadas coisas'. Mas eu não! Vou ser assim até morrer. Não importa a pressão. Não importa que alguém diga que eu sou hipócrita. Minha hipocrisia vai ser eterna."

Obra x criador

Apesar das declarações recentes, Edson Gomes carrega uma discografia que é, há décadas, trilha sonora de resistência entre a população negra e periférica brasileira.

Em "Sistema do Vampiro" (1988), o cantor aponta a negligência social e a opressão do Estado: "Estamos largados nas calçadas. Nós não temos nem moradia, não temos nada. Esse sistema é um vampiro!"

O repertório avança pela organização coletiva em "Criminalidade" (1992), onde o artista defende que "nem mesmo a polícia pode destruir certas manobras organizadas".

Já em "Camelô" (1997), ele dá voz à resistência do trabalhador autônomo: "Sou camelô. Sou do mercado informal. Com minha guia, sou profissional. Sou bom rapaz, só não tenho tradição".

A força política da sua obra é reforçada por títulos como "Acorde, Levante, Lute" (2001) e o registro ao vivo lançado em 2020 em homenagem ao "Dia do Trabalhador".

Críticas...

As declarações de Edson Gomes provocaram reações da deputada estadual Olívia Santana (PCdoB). Ela criticou o que chamou de "radicalização à direita" do cantor.

Para a parlamentar, existe um abismo entre as letras e a postura do artista: "Edson Gomes compõe como um comunista, mas fora da vida artística age como qualquer pessoa de direita", afirmou em suas redes sociais.

Olívia ressaltou a contradição de hits como "Sistema do Vampiro", que critica o sistema capitalista, serem usados como hinos em manifestações de trabalhadores.

"É triste ver sua radicalização nesta fase da vida. O bolsonarismo vibrou com seu discurso. Nós seguiremos dançando seu reggae como entretenimento, mas combateremos seu discurso reacionário", disparou a deputada durante a abertura do Carnaval de Salvador.

Falas contra o sistema

Apesar das frequentes cobranças de parte do público por um posicionamento político explícito, sempre existiu uma fronteira clara nas letras de Edson Gomes entre a consciência social e o engajamento partidário.

Essa postura já estava presente em "Cão de Raça" (1988): "Eles nem sabem qual é a maneira de exterminar de uma vez essa seca. Enquanto eles pensam, o povo cumpre sua sina. E vive esperando a providência divina".

E em uma de suas composições mais recentes, "Pleito" (2020): "E o que vão nos prometer? São mentiras! Que vão fazer tudo acontecer, é mentira! Vá com tua política para outro lugar".

FONTE: G1 - GLOBO

LINK>>>G1 GLOBO

15/04/26

Marcelo Falcão anuncia turnê de 30 anos de carreira com estreia no Rio; saiba tudo

  "O Legado", disco mais recente do ex-O Rappa, dá título à série de shows que passa por quatro cidades a partir de agosto


"O Legado" de Marcelo Falcão é o centro de sua nova turnê, em que também celebra 30 anos de carreira. A série de shows do ex-O Rappa, anunciada nesta quarta-feira (15), estreia no Rio de Janeiro, no dia 8 de agosto, na Fundição Progresso.


Em parceria com a 30e, Falcão passa ainda por Porto Alegre, no dia 4 de setembro, no Auditório Araújo Vianna; São Paulo, no dia 18 de setembro, no Espaço Unimed; e, finalizando, em Curitiba, no dia 19 de setembro, no Igloo Super Hall.

Encontro de gerações

O caminho pessoal e profissional é o ponto de partida da nova turnê, que carrega o nome de seu disco amis recente, lançado em 2025.



“Quando revisito minha história e, ao mesmo tempo, gravo com a nova geração, vejo que essa troca é verdadeira. Existem respeito e admiração, e isso é emocionante. Minha continuidade está em seguir acreditando que a música muda a vida das pessoas, em ser original e em fazer música de forma orgânica e verdadeira. Eu sou fiel ao que acredito. Esse é o segredo: valorizar as coisas simples e transformá-las em algo que toque as pessoas de verdade", afirma Marcelo Falcão.

Nas apresentações da turnê “O Legado”, Falcão ainda promete subir ao palco pronto para comungar com o público. “Pode esperar por um show potente, com músicas que vêm do coração e ganham força ao vivo. É um momento especial. Quem está ali merece o melhor, e é isso que eu busco entregar", complementa o artista.


Preços de ingressos

Clientes Itaú têm pré-venda exclusiva com 15% de desconto no valor dos ingressos para compras com cartões de crédito a partir do dia 16 de abril, às 10h, e a venda geral começa no dia 22 de abril, ao meio-dia, pelo site da Eventim.


Veja os preços por cidade:


Rio de Janeiro - 8 de agosto

Pista (Lote 1) - R$ 72,50 (meia-entrada) | R$ 101,50 (entrada social) | R$ 145,00 (inteira)

Frisa A (Lote 1) - R$ 182,50 (meia-entrada) | R$ 255,50 (entrada social) | R$ 365,00 (inteira)

Camarote - R$ 565,00

Porto Alegre - 4 de setembro

Pista Lateral Em Pé (Esquerda) - R$ 57,50 (meia-entrada) | R$ 63,25 (entrada social) | R$ 115,00

Pista Lateral Em Pé (Direita) - R$ 57,50 (meia-entrada) | R$ 63,25 (entrada social) | R$ 115,00 (inteira)

Plateia Alta Lateral - R$ 120,00 (meia-entrada) | R$ 132,00 (entrada social) |

R$ 240,00 (inteira)

Plateia Alta Central - R$ 140,00 (meia-entrada) | R$ 154,00 (entrada social) |

R$ 280,00 (inteira)

Plateia Baixa Lateral - R$ 160,00 (meia-entrada) | R$ 176,00 (entrada social) |

R$ 320,00 (inteira)

Plateia Baixa Central - R$ 210,00 (meia-entrada) | R$ 231,00 (entrada social) |

R$ 420,00 (inteira)

Plateia Gold Itaú Personnalité - R$ 295,00 (meia-entrada) | R$ 324,50 (entrada social) | R$ 590,00 (inteira)

São Paulo - 18 de setembro

Pista - R$ 52,50 (meia-entrada) | R$ 73,50 (entrada social) | R$ 105,00 (inteira)

Pista Premium Itaú Personnalité - R$ 82,50 (meia-entrada) | R$ 115,50 (entrada social) | R$ 165,00 (inteira)

Camarote B - R$ 265,00

Camarote A - R$ 280,00

Curitiba - 19 de setembro

Pista (Lote 1) - R$ 52,50 (meia-entrada) | R$ 63,00 (entrada social) | R$ 105,00 (inteira)

Área VIP Itaú Personnalité (Lote 1) - R$ 97,50 (meia-entrada) | R$ 117,00 (entrada social) | R$ 195,00 (inteira)

23/03/26

Os melhores e os piores shows do Lollapalooza 2026... Os destaques e as decepções do festival ( EDSON GOMES)

 

O nome de Edson Gomes na terceira linha do cartaz do Lollapalooza 2026 foi bastante celebrado pelo público quando anunciado em agosto de 2025. Não só pela inserção do reggae no line-up do festival (algo bastante raro na história do Lolla), mas pelo reconhecimento ao artista de mais de cinco décadas de carreira.

Mas a celebração não refletiu no ao vivo e o que se viu foi uma plateia vazia e que misturava jovens fãs, e o público roqueiro, que finalizava o show dos Deftones no palco que ficava ao lado. Sabrina Carpenter, como esperado, ofuscou Edson. Isso, claro, não é culpa dele, mas prejudicou o show

 


                            Edson Gomes se apresenta no Lollapalooza 2026 — Foto: Fábio Tito/g1
 

SAIBA MAIS

 

Show de Edson Gomes é ofuscado por diva pop e tem fraca presença de fãs do rei do reggae brasileiro

Apesar de celebrada ao ser anunciada, a apresentação teve plateia vazia. Show aconteceu no mesmo momento em que a americana Sabrina Carpenter cantava no palco principal.

O nome de Edson Gomes na terceira linha do cartaz do Lollapalooza 2026 foi bastante celebrado pelo público quando anunciado em agosto de 2025. Não só pela inserção do reggae no line-up do festival (algo bastante raro na história do Lolla), mas principalmente pelo reconhecimento ao artista de mais de cinco décadas de carreira.

A expectativa, no entanto, não se confirmou ao vivo e resultou em uma plateia esvaziada. O público presente misturava jovens fãs, que carregavam a herança musical dos pais, e roqueiros que finalizavam o show dos Deftones no palco ao lado do Flying Fish, onde Gomes se apresentou na noite desta sexta-feira (20), no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Muito desse vazio na plateia era porque, exatamente ao mesmo tempo em que Gomes iniciava seu show, a estrela pop americana Sabrina Carpenter subia ao Palco Budweiser, ofuscando a presença do astro do reggae no festival.
Mas os poucos fãs de Edson eram bons. Fiéis e animados, eles acompanharam o cantor pelo passeio feito por toda sua trajetória musical. E gritaram seu nome nos breves momentos de silêncio entre uma faixa e outra, em uma apresentação de pouca conversa com o público.
Usando uma camiseta com a estampa de sua própria imagem, Gomes começou seu show com "Guerreiro do terceiro mundo", do álbum "Reconcavo", de 1990, o segundo do artista. E logo em seguida mostrou que não estava contente com o som no palco, fazendo uma breve reclamação ao microfone.

Edson emendou um de seus maiores hits, "Perdido de amor". E deixou quase toda a "Camelo" para o público cantar sozinho.
Outros hinos do cantor, como "Barrados", "Campo de Batalha", "Sangue Azul", "Fogo na Babilônia", "Malandrinha" e "Ovelha" também fizeram parte do setlits do artista, que veio acompanhado de uma banda competente e um trio de músicos de sopro coreografado.

Mas foi 'Árvore' a responsável por empolgar mesmo a plateia, que aproveitou o espaço sobrando para dançar. Já Edson só se levantou para dançar na última faixa, Meus Direitos.


Com influências de Tim Maia, Bob Marley e Jimmy Cliff, Edson Gomes iniciou sua carreira na década de 1970 e criou uma identidade própria no ritmo, inserindo elementos da cultura afro-brasileira. Ao logo de décadas, Gomes manteve seu estilo reggae roots engajado, trazendo canções que se tornaram clássicos de protesto e consciência social.

Temas como injustiça, violência, fé e esperança deram o tom de sua trajetória musical. E muitas de suas canções foram regravadas por artistas de diferentes gêneros musicais.

Tudo isso foi visto no palco deste Lolla. Mas celebrado por poucos. No fim, o barulho virtual com a divulgação acabou sendo bem maior do que o público presente.

 

 

17/03/26

 O Reggae O Bloco terá a banda Adão Negro à frente do desfile no dia 12 de fevereiro de 2026, às 20h, no Circuito Campo Grande, em Salvador. A apresentação integra a programação do Carnaval, marca os 21 anos do bloco e celebra os 50 anos de independência de Angola.

 

O cortejo será realizado na quinta-feira de Carnaval e reúne o público ligado ao reggae e à cultura afro-baiana. A banda apresenta repertório com músicas da carreira e contará com participações de convidados. 








Os ingressos do primeiro lote estão disponíveis por R$ 100, com vendas pelo Meu Bilhete e Pida. 


O Reggae O Bloco mantém sua sede na Rua Alaíde do Feijão, no Pelourinho, onde realiza atividades culturais e ações voltadas à difusão do reggae durante todo o ano. Informações adicionais estão disponíveis pelo número (71) 98802-3837, com Albino Apolinário. 

 

SERVIÇO

O quê: Reggae O Bloco – 21 anos
Atração: Adão Negro
Quando: 12 de fevereiro de 2026 (quinta-feira de Carnaval)
Horário: 20h
Onde: Circuito Campo Grande – Salvador
Concentração/Cortejo: Campo Grande
Ingressos: 1º lote – R$ 100
Vendas: Meu Bilhete e Pida
Realização: Reggae O Bloco
Sede cultural: Rua Alaíde do Feijão, Pelourinho

Pulsa Reggae reúne cerca de 4 mil pessoas e consolida palco roots no Carnaval do Pelourinho

 Pulsa Reggae reúne cerca de 4 mil pessoas e consolida palco roots no Carnaval do Pelourinho

 Entre becos de pedra e casarões históricos, o som do reggae tomou conta do Pelourinho durante quatro dias de Carnaval e atraiu, em média, cerca de 4 mil pessoas ao palco Reggae da Gente. Montada na Praça do Artesanato, na rua Gregório de Matos, a estrutura se firmou como ponto de encontro para quem buscava, no Centro Histórico de Salvador, uma folia marcada por mensagens de resistência, espiritualidade e celebração da cultura roots.

 Realizado pela Associação Alzira do Conforto, com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), o projeto Pulsa Reggae reafirmou a força da cultura roots em meio à diversidade de ritmos que dominam o Carnaval. Durante quatro dias, artistas e DJs transformaram a praça em território de resistência e celebração.

A abertura, no sábado (14), já indicava o tom da programação. DJ Dani Lova conduziu o público por clássicos do reggae roots e sonoridades contemporâneas, preparando o ambiente para Tulani Masai e Banda, que equilibraram releituras e composições autorais marcado pela potência vocal e presença de palco. Em seguida, Lutte manteve a energia em alta, enquanto Alumínio trouxe letras de forte crítica social. Anastacia Roots encerrou a primeira noite com canções que exaltaram ancestralidade e resistência, fazendo todo público da praça cantar e dançar.

 No domingo (15), o DJ Woston do Reggae abriu os trabalhos e manteve o público aquecido para a banda De Kara no Reggae, que entregou um show vibrante. Em seguida, Edy Vox apostou em interpretações que transitaram entre romantismo e consciência social, lotando a praça dos artesanatos. Fechando a noite, Victor Cena reafirmou a força da nova geração do reggae maranhense, com repertório autoral e presença marcante.

Na segunda-feira (16), o DJ Falcom iniciou a programação com clássicos que atravessam gerações. Em seguida, a banda Cativeiro reforçou mensagens de resistência e identidade em um show potente e dançante. Ricardo Reina manteve o clima roots, preparando o público para a apresentação de Duda Diamba, que levou ao palco sucessos que seguem atuais e carregados de significado. Mavi fechou a noite mantendo a vibração elevada até os últimos acordes.

 O encerramento, na terça-feira (17), reuniu público fiel desde as primeiras horas. DJ Branco abriu a programação, seguindo de Rogério Noronha, que apresentou repertório envolvente. A Banda Dissidência trouxe forte presença instrumental e consistência sonora. No momento final do projeto, Paulinho Ganaê Banda recebeu a participação especial de Márcio Dred, em uma celebração simbólica da trajetória do reggae na Bahia, selando o palco Reggae da Gente como um dos pontos altos do Carnaval no Centro Histórico.

 Ao longo dos quatro dias, o Pulsa Reggae mostrou que, mesmo em meio ao axé, ao samba e às diversas expressões que compõem a maior festa de rua do mundo, o reggae mantém seu espaço de protagonismo. Mais que shows, o que se viu no Pelourinho foi a reafirmação de uma identidade cultural que resiste, celebra e pulsa forte, coletiva e enraizada na história da Bahia.




19/02/26

Reggae O Bloco celebra 21 anos sob comando do Adão Negro no Circuito Campo Grande

  O Reggae O Bloco desfilou no Circuito Campo Grande (Osmar), na madrugada de sexta-feira (13), durante a abertura do Carnaval de Salvador. À frente do trio elétrico, a banda Adão Negro comandou o cortejo, que marcou os 21 anos do bloco.

 Antes de seguir para o circuito oficial, os associados se concentraram no Pelourinho, onde o bloco mantém sede cultural na Rua Alaíde do Feijão.

As camisas do bloco foram esgotadas antes do desfile, demonstrando a forte adesão do público neste ano comemorativo.

 Mesmo com chuva, os foliões acompanharam o cortejo até o fim do percurso. O repertório reuniu sucessos da trajetória do Adão Negro e releituras de canções de diferentes estilos. Entre os destaques esteve “Me Liga”, composição da banda que ganhou nova versão na voz de João Gomes.
 
O vocalista Serginho ressaltou a importância de comandar o desfile em um ano simbólico para o bloco. Segundo ele, a apresentação fortalece a parceria com Albino Apolinário, responsável pelo Reggae O Bloco, e reafirma o compromisso com a valorização do reggae. O desfile também celebrou os 50 anos de independência de Angola, destacando a conexão do gênero com as raízes africanas.

 
Além da participação no Carnaval, o Reggae O Bloco realiza atividades culturais ao longo do ano em sua sede no Pelourinho, promovendo ações voltadas à difusão do reggae em Salvador.

 





 

Pulsa Reggae estreia no Pelourinho para celebrar cultura roots no primeiro dia de Carnaval

 

 

 

O reggae abriu alas no Centro Histórico de Pelourinho neste sábado (14), marcando o primeiro dia do projeto Pulsa Reggae no Carnaval da Bahia 2026. A Praça do Artesanato, no Largo Gregório de Matos, foi tomada por bandeiras verde, amarelo e vermelho, batidas marcantes e mensagens de paz, amor e resistência.

Com realização da Associação Alzira do Conforto, o palco integra a programação oficial do Carnaval da Bahia 2026 e se apresenta neste dia pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), fortalecendo o turismo e a maior festa de rua do mundo, com acesso gratuito à cultura e à música.

 A programação do sábado começou com o som do DJ Dani Lova, que aqueceu o público com clássicos do reggae roots e vertentes contemporâneas. Na sequência, Tulani Masai e Banda levaram ao palco repertório com clássicos e interpretações marcada pela voz de Tulani.

A noite seguiu com apresentações de Lutte, Alumínio e Anastacia Roots, que mantiveram a praça quente até os últimos acordes.

 O Pulsa Reggae segue até terça-feira (17), reunindo DJs e bandas que representam diferentes vertentes do ritmo, consolidando o Largo Gregório de Matos como ponto de encontro do reggae no Carnaval da Bahia 2026.

 Programação completa:

Segunda (16)

DJ Falcom • Cativeiro • Ricardo Reina • Duda (ex-Diamba)

Terça (17)

DJ Branco • Rogério Noronha • Banda Dissidência • Márcio Dred • Paulinho Ganaê Banda.